"E a tese?" É a pergunta que mais tenho ouvido nos últimos tempos.
Não dá pra culpar as pessoas, afinal,
eu só falo disso. Escrever a tese virou minha atividade principal, dia, tarde, noite e fim de semana, e meu principal tema de discussão, o que acaba me tirando do equilíbrio. As conseqüência são mentais e físicas. Meu humor (que já é, digamos, bastante instável em dias normais) agora é como um copo no qual está sempre faltando somente a ultima gota... Tadinho do namorido que tá ali do lado me ajudando a passar o pano cada vez que o copo transborda...
Além disso, eu que nem resfriada ficava, agora me vejo cada semana com um novo probleminha. Coisas da cabeça, que quando tá meio perdida acaba deixando refletir no corpo. E é só incomodação. A ultima foi o joelho, o bendito joelho que estraguei
fazendo snow board, mas que não me incomodava mais (só quando eu resolvia voltar a correr). Agora ele resolveu chamar a atenção novamente, tipo,
"Ei, estou aqui ! Eu também sei incomodar! Na-na-naaaa-na". Como os 4 andares de escada do meu prédio não me deixam mais ignorar o problema, fui consultar um médico, e agora estou fazendo
fisioterapia ! Quem diria! Eu, que sempre tive orgulho de dizer que não precisava ir em médico. Minha irmã vai dar risinhos abafados.
O resultado é que estou impedida de fazer esportes, o que era ainda a única coisa que me levantava um pouco o moral nos últimos tempos, pois me permitia de desvencilhar um pouco da escrita da tese. Deixando claro, não posso fazer esportes que exigem esforço do joelho. É óbvio que posso ir pra piscina e nadar cachorrinho, ou fazer
hidro. Mas acho que isso me deprimiria ainda mais...
Somando a tudo isso o fato de que tenho fortes tendências gastronômicas quando me sinto oprimida, deprimida, tensa, e todos os outros sinônimos para stressada, não é difícil concluir que a conseqüência natural de toda essa novela é um considerável ganho de peso, o que não contribui em absolutamente nada para o humor e o moral.
Por isso decidi que vou sair um pouco do meu casulo e ir apreciar a nova exposição do
Grand Palais, que expõe as obras dos últimos anos do pintor
Pierre-Auguste Renoir, o qual é conhecido pelas suas
gordinhas, ou pelo menos é assim que seriam classificadas nos dias de hoje, em que a anorexia está na moda, as mulheres que ele retratava naquela época. Puxa, e os quadros das gordinhas vale milhões ! Quem sabe assim não me dá uma levantada no moral !
O site do Le Figaro mostra alguns dos quadros expostos
aqui. Renoir é muito bacana, adoro impressionismos.
Mas tá quase no fim ... não vejo a hora de ter o direito de sair da frente da telinha e voltar a fazer um pouco de turismo em Paris ! Porque faz horas que meu trajeto se resume ao conhecido
metro-boulot-dodo , uma expressão bem parisiense, que resume a vida de muitas que pessoas que vivem aqui:
pegar metro-ir trabalhar-dormir.

A coisa mais interessante que aconteceu na minha vida nesses últimos dias é ter sido
fotografada pelo Google Car ! Não, não é um novo produto com a marca Google. É o carro que percorre as ruas fotografando tudo por onde passar pra depois colocar no
street view do
Google Maps e a gente poder passear pelas ruas sem precisar ir lá ! Ótimo pra quem não tem tempo de fazer turismo ;) Imagina, passear pela
Champs-Elysées sem precisar comprar a passagem pra Paris !
Pois eu estava fazendo meu passeio semanal em direção ao supermercado para fazer o abastecimento do nosso
bunker, quando vi passar na minha frente um carro com uma torre igual ao que tem nesta
reportagem. De cara eu pensei no
Google Car. Pensei em fazer várias caretas, mas aí lembrei que eles desfiguram os rostos, pra não terem problemas de invasão de privacidade. A unica coisa que eu pude fazer era abanar... Então se você fizer um street view pelas ruas de Paris, e vir uma silhueta abanando, pode ser que seja eu ! Eu podia dar o endereço onde procurar, mas ai é fácil demais e ainda por cima vira problema de privacidade (minha). he he.
E agora eles vão atacar de bicicleta em Paris: o
Google Bike.
Bom, acho melhor eu parar de devanear e tentar escrever um outro parágrafo da tese. Para aqueles que estão no mesmo barco, um pouco de humor com uma das milhares de piadinhas sobre pessoas escrevendo teses e dissertações:
como fazer tudo menos escrever a sua tese? (clique abaixo para aumentar). Sou
eu quando trabalho em casa! E tenho a impressão que 99% dos outros estudantes também...